Blockchain é a tecnologia de transações de um futuro próximo

Talvez quando a moeda virtual Bitcoin surgiu, em 2009, poucas pessoas enxergaram o potencial de valorização e importância que ela teria no futuro. Em 2016, sete anos apenas após sua criação, a moeda foi a que mais valorizou no mercado e, a cada dia que passa, chama mais a atenção.

Também conhecida como a primeira criptomoeda, o Bitcoin não é emitido por nenhum governo e não conta com um órgão regulador, o que faz com que sua utilização gere dúvidas e, para os mais leigos, seja questionada e evitada.

Contudo, sua praticidade e segurança fazem com que a moeda seja considerada o futuro das transações e alguns países já procuram meios de inserí-la em sua economia nos próximos anos – Japão e Rússia, por exemplo, já estudam uma maneira de implantar sua utilização o quanto antes.

Quando surgiu, o Bitcoin gerou uma necessidade iminente, requeria um mecanismo que registrasse as transações realizadas com a moeda e que não deixasse brechas para falsificações e golpes. Assim, surgia paralelamente o blockchain, tecnologia que mesmo sendo alvo de pesquisas há mais de uma década, ganhou força real como mecanismo fundamental para a evolução da nova moeda virtual.

O blockchain, ou “protocolo da confiança”, faz uso de uma rede global de dispositivos (computadores) para validar e registrar todo tipo de transação realizada com Bitcoin de maneira rápida e segura. É uma tecnologia que não necessita de um intermediário, um órgão terceiro que valide a transação. A complexidade do banco de dados que ela possui e a ligação entre seus usuários é que faz o trabalho de validação.

Milhões de usuários possuem em seus computadores uma cópia de uma base de registros e dados que reúnem todas as transações já realizadas com Bitcoin, por exemplo. Isso permite a atualização de saldo ou mesmo a efetivação de uma compra através da moeda.

Atualizada constantemente, a base de dados e registro fornece segurança e garantia das transações, pois é praticamente impossível ser burlada. Como há milhões de usuários, para que algo seja falsificado, grande parte dos milhões de usuários teriam que sincronizar ações para um eventual golpe e, ainda assim, a ‘conta não fecharia’. Como apagar os outros milhões de usuários que ficaram com a base de dados real atualizada?

Hoje, o blockchain é utilizado com maior força no mercado de Bitcoin, mas a tecnologia ganhou força nos últimos anos e começa a ser estudada para atingir novos nichos. Atualmente, grandes bancos como Santander e Itaú estudam uma forma de utilizar a tecnologia com dinheiro real no futuro.

A tecnologia empregada pelo blockchain é revolucionária e, num futuro não muito distante, vai transformar as relações entre as pessoas e a internet.

As aplicações são variadas: bancos, coletor de impostos, validação de documentos – que atualmente é feita por cartórios – e até mesmo votação presidencial, por exemplo.

O que torna o blockchain o futuro das transações – não apenas financeiras, mas de troca de informações como um todo – é, entre outras qualidades, a confiança e segurança que ela proporciona. A tecnologia não possui um controlador único, ela é descentralizada de um administrador geral.

Quem controla as informações e preza pela segurança e assertividade das transações são os próprios usuários da rede. As cópias de dados são públicas e abertas para quem quiser visualizar ou auditar.

Tudo isso conflui para um mecanismo eficiente e seguro, sem a influência de grandes corporações que querem lucrar em cima dele. É uma tecnologia disponível, a espera somente de idéias e projetos que possam se beneficiar da segurança e confiabilidade da plataforma.

*Este artigo foi publicado na RedePRESS.